Lasier defende competitividade do mercado de agroquímicos

Na Comissão de Agricultura (CRA) do Senado, o senador Lasier Martins (Pode-RS) participou nesta quarta-feira (12/06) de audiência pública requerida por ele para discutir as possibilidades de um mercado de agroquímicos mais competitivo de modo a beneficiar o agronegócio. Para Lasier, uma maior competitividade nesse setor, hoje concentrado nas mãos de poucas empresas, poderia vir por meio de produtos genéricos, possibilitando a oferta de insumos mais baratos.

Durante o debate sobre impactos negativos no agronegócio, o senador afirmou que atualmente o agricultor, principalmente de culturas como soja, milho e algodão, não tem o poder de definir o preço de seus produtos sujeitos a fatores externos e que uma das formas para garantir maior rentabilidade é a redução dos custos de produção. Segundo ele, “isso seria possível, por exemplo, com o uso de agroquímicos genéricos, que chegam a ser até 25% mais baratos que os oferecidos por grandes empresas multinacionais”.

O secretário de governo da Presidência da República, Pedro de Abreu Florência, reconheceu a necessidade de aprimorar o processo do governo de análise de novos produtos mostrando que, enquanto nos Estados Unidos leva dois anos para analisar pedidos de patentes, o Brasil demora 10 anos. O secretário, no entanto, justificou que devido à crise orçamentária o país não tem como aumentar o quadro de examinadores e tem atuado buscando maior eficiência do serviço como forma de acelerar esse processo, o que já estaria dando resultados. “Há hoje melhora no rendimento da análise de patentes e estamos cientes da importância disso, pois defensivos agrícolas genéricos dão a possibilidade de redução significativa nos custos do agronegócio”, observou ele.

O representante do Ministério da Agricultura, Rafael Mafra, também reconheceu que a solução da questão da proteção patentária estendida para defensores agrícolas precisa ser discutida e solucionada, mas que isso não reduzirá tanto assim os custos, pois existem outros aspectos que impactam muito mais o setor como os gastos com maquinário, por exemplo.

Participaram ainda da audiência representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual (ABPI).

Veja aqui vídeo completo da audiência:

(ASCOM)