Avança projeto que torna Marcha do Cavalo Crioulo manifestação cultural do RS

Foi aprovado na Comissão de Educação (CE) do Senado, nesta terça-feira (6), relatório do senador Lasier Martins (Podemos-RS) que reconhece como manifestação da cultura nacional a Marcha de Resistência do Cavalo Crioulo do Rio Grande do Sul. Criada em 1971, a competição busca avaliar a rusticidade, a resistência e a capacidade de recuperação do animal.

Na justificava do projeto, o autor da matéria, deputado Afonso Hamm (PP-RS), argumenta que o reconhecimento confirma a importância do evento para as comunidades gaúchas participantes. Bagé, Canguçu, Santa Maria, Dom Pedrito, Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Uruguaiana e Jaguarão são alguns dos municípios que realizam a prova.

A disputa faz parte do calendário de provas da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e atualmente possui um percurso de 750 quilômetros divididos em três fases, disputadas ao longo de 15 dias, sendo realizada praticamente sob os mesmos moldes nos três países do Cone Sul.
Para Lasier, a iniciativa dá legitimidade ao caráter cultural dessas manifestações. A matéria segue para o plenário do Senado.

História – A Marcha de Resistência é a disputa mais antiga do cavalo crioulo e inspira-se nas lidas campeiras das estâncias, quando os cavalos trabalhavam até 15 dias consecutivos e percorriam 50 quilômetros por dia, em média.  De acordo com a ABCCC, em 2015 a raça no Brasil totalizou 402.341 animais.