Autor: Lucyanna Melo

Fake news, a crise dos 30 da Internet

Março de 2019 marca os 30 anos da criação da World Wide Web, da Internet. O britânico Tim Berners-Lee é o responsável pela criação da rede que mudou os parâmetros de comunicação (e, por que não, de relacionamento) em todo o mundo. A Internet chegou aos 30 e vive sua primeira grande crise: a das fake news.

Jornalista há mais de 50 anos, confesso minha preocupação extrema com isso. Pesquisa do Instituto de Tecnologiade Masachussetts (MIT) aponta que, nos EUA, as informações falsas têm 70% mais chances de ser compartilhadas nas redes sociais do que as notícias verdadeiras. Cada publicação verdadeira atinge, em média, mil pessoas. Já as falsas podem atingir até cem mil pessoas. Claro que tem a ver com as machetes apelativas e sensacionalistas. Mas isso não diminui o impacto, ao contrário, aumenta, pois a tendência é que o internauta leia apenas as chamadas.

É urgente o combate efetivo às fake news. Essa tarefa deve ser de toda a sociedade e em todo o mundo. Este não é um fenômeno isolado. Informação é poder e um cidadão bem informado exerce seus direitos e deveres com mais autonomia. Já a manipulação de fatos e informações torna o cidadão refém. Por uma democracia verdadeira, precisamos de verdades, de fatos, não de mentiras.

Por isso, o bom jornalismo se torna a cada dia mais fundamental. Há, no exercício comprometido da profissão, um amplo processo de checagem de informação, de fontes e pesquisa. Ouvem-se todos os lados e todos os envolvidos, buscam-se especialistas, testam-se hipóteses e, ao final, reportam-se fatos. Não há na história exemplo de democracia que seja conivente com o cerceamento da imprensa e da liberdade de expressão. Tudo isso com a garantia do sagrado direito da liberdade de expressão, sem censura. Mas é preciso também destacar a imperativa responsabilidade dos veículos e dos jornalistas. Ao reportar fatos e acontecimentos, estamos registrando a história. Portanto, a imparcialidade é imprescindível.

Aos colegas jornalistas, meu apelo pela ética e zelo com nosso papel no fortalecimento da democracia. Aos leitores, meu apelo para que busquem fontes seguras de informação e para que não propaguem mentiras e fake news.

Senador Lasier Martins do Podemos/RS

Fonte: CORREIO DO POVO

Ato político marca protocolo de pedido de impeachment de Gilmar

Oito senadores de diferentes partidos, juristas e líderes de movimentos sociais se reuniram com o professor e advogado Modesto Carvalhosa, que protocolou esta manhã (14) um novo pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O encontro proposto pelo senador Lasier Martins (Pode-RS), autor de projeto que agiliza o rito dos processos de impedimentos de membros da Suprema Corte no Senado, se converteu em ato político em favor da renovação da política, da independência do Congresso e da depuração do Judiciário.

Os presentes se renovaram nas manifestações de apoio a Carvalhosa, após a explanação do jurista, que expressou esperança de um novo momento no país e de uma abertura do Senado à demanda popular por um posicionamento em torno de pedidos iguais ao que protocolou. Os senadores Alvaro Dias (Pode-PR), Oriovisto Guimarães (Pode-PR), Major Olímpio (PSL-SP), Styvenson Valentim (Pode-RN), Eduardo Girão (Pode-CE), Alessandro Vieira (PPS-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também enalteceram uma conjunção favorável de fatores para que se prospere iniciativas como a de Carvalhosa, começando pela renovação do quadro de senadores na atual legislatura.

Adelaide Oliveira, líder do Vem Pra Rua, sublinhou o papel da mobilização popular nesse momento e aplaudiu a sintonia dos presentes com uma demanda atual. O juiz federal Antônio Cláudio, do Distrito Federal, exaltou a oportunidade da CPI da Lava Toga, proposta pelo senador Alessandro Vieira, que já reuniu 25 assinaturas e dedicada a apurar crimes cometidos por membros do Judiciário.

(ASCOM)