Acordo põe fim à farra eleitoral com dinheiro público

Após a forte pressão de senadores contrários e da sociedade, Weverton Rocha (PDT-MA), relator do projeto aprovado pelos deputados que prevê o aumento do fundo eleitoral, inibe a transparência dos gastos nas eleições e abre espaço para o caixa 2 recuou.

Mediante acordo construído em reunião de líderes, um novo parecer foi aprovado esta tarde na Comissão de Constituição e Justiça e será votado ainda hoje no plenário do Senado. Aprovado, o projeto será devolvido à Câmara. “Foi uma saída inteligente do relator. Temos agora de ficar vigilantes para que os deputados não restaurem a proposta anterior”, disse Lasier Martins (Podemos-RS).

O texto aprovado pela Câmara previa vários excessos. Agora, restará apenas o que trata do fundo eleitoral, com a condição de que não seja reajustado para o pleito de 2020, ficando em R$ 1,8 bilhão. Essa foi a forma encontrada para garantir o financiamento das eleições municipais do próximo ano e evitar os abusos. Na prática, o fundo eleitoral seguirá as mesmas regras atuais, limitados ao teto de gastos.

(ASCOM)