A contribuição do Rio Grande do Sul para a reforma tributária

Entidades e parlamentares gaúchos entregam ao governo carta de proposições pedindo redução da complexidade do sistema tributário e não retorno da CPMF

Em audiência no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (16), o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, recebeu manifesto com proposições de lideranças do Rio Grande do Sul (RS) para a reforma tributária. Participaram da reunião os senadores Lasier Martins (Podemos-RS) e Luís Carlos Heinze (PP-RS), o deputado estadual e líder do governo no Rio Grande do Sul (RS), Frederico Antunes (PP-RS), e representantes de nove entidades de classe do estado.

A carta defende demandas como o não retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a não diferenciação entre micro e pequenas empresas, inclusão do ICMS na reforma, neutralização do aumento e redução da carga tributária, redução da complexidade do sistema tributário, entre outras.
Em resposta ao senador Lasier, o ministro afirmou que pretende avançar, ainda este ano, de forma simultânea na Câmara, com as reformas tributária e administrativa.

Assinam o documento a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS), Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), o Sincato a Serviço da Sociedade (Sescon-RS), a Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul (Federasul), a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisa (Fenacon), a União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (UNALE), o Conselho Federal de Contabilidade e a Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

O texto foi entregue ainda para os presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre.