O SUS em tempos de pandemia

Ao longo de mais de três décadas de existência, o Sistema Único de Saúde (SUS) sobreviveu a uma série de crises e segue como importante conquista dos brasileiros. Seu desafio atual, em meio à maior catástrofe sanitária da história provocada pelo novo coronavírus, é o de modernizar estruturas e procedimentos para ampliar avanços em serviços oferecidos de graça a 210 milhões de pessoas em todo o território nacional.

De simples vacinações a prolongadas internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o sistema público de assistência à saúde do Brasil faz muito e pode fazer ainda melhor. Alcançar novo patamar de eficiência na nobre missão de garantir cobertura universal de atendimento médico e hospitalar depende não só de mais recursos pagos por impostos, mas da incorporação de metodologias de gestão e tecnologia avançadas.

Nesse sentido, priorizar de vez a atenção básica seria um bom alvo para o pós-Covid-19. A tragédia sanitária evidenciou a sobrecarga de prontos-socorros e UTIs. Exames periódicos, curativos e procedimentos menos complexos devem ser feitos em pontos próximos da população, evitando demandas sobrepostas ou o colapso nas principais unidades de referência.

Ciente da importância do SUS para o povo, sobretudo para camadas menos favorecidas, defini a saúde como prioridade no encaminhamento de recursos como congressista desde 2015. Não por acaso, destinei ao sistema público de saúde do Rio Grande do Sul, na forma de emendas parlamentares, cerca de 70% dos recursos reservados ao meu mandato no Orçamento Geral da União.

Em cinco anos, foram R$ 63 milhões destinados à compra de ambulâncias, equipamentos, reformas, leitos e outros insumos destinados a hospitais, laboratórios, clínicas e escolas de medicina. É gratificante verificar o rápido e significativo efeito gerado após a simples instalação de um tomógrafo ou de um mamógrafo em unidade do SUS localizada numa pequena ou média cidade. Todo o sistema se robustece e satisfaz o cidadão à espera de atendimento.

Saúde sempre será prioridade e mais e mais recursos precisam continuar chegando, considerando o envelhecimento da população e da sofisticação dos tratamentos empregados. Nossa missão como representantes do povo é cuidar do bem-estar de todos, não só por meio da destinação de recursos federais para melhoria e ampliação no atendimento na rede pública. Mas também elaborando políticas públicas em favor da realidade desejada.

Após anos de planejamento e foco, o Rio Grande do Sul conseguiu formar uma boa infraestrutura do SUS.  Apenas em Porto Alegre há mais de 5 mil leitos dos sistema público que, em especialidades mais específicas, servem a cidadãos de todos os municípios gaúchos e, com apoio das principais cidades do interior, formam uma valiosa retaguarda em tempos difíceis. Longa vida ao SUS, que tem tudo para ser ainda melhor.

(ASCOM)