A termelétrica para Rio Grande

A perspectiva de retomar o projeto da usina termoelétrica e terminal de regaseificação em Rio Grande foi aberta em longa teleconferência nesta quinta-feira (16) por iniciativa do senador Lasier Martins (Podemos-RS). Por determinação do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que já tinha sido procurado pelo senador há pouco dias, o secretário-executivo da pasta Reive Barros, foi incumbido de relatar as causas do insucesso de anterior tentativa do empreendimento e necessidades para o novo processo. O deputado estadual Fábio Branco (MDB), que vivenciou as negociações anteriores, quando a empresa Bolognese obteve a concessão, mas não conseguiu a garantia dos financiamentos, também participou da reunião de hoje.

“Já temos um novo e grande investidor interessado, de uma empresa espanhola com escritório no Rio de Janeiro. O orçamento previsto para implantação da termelétrica e usina de gás natural está previsto em R$ 3,5 bilhões e, uma vez realizado, produzirá 1,350 milhões de KW, tornando o RS auto-suficiente em energia elétrica, fornecendo gás natural na proporção de 8,5 milhões de metros cúbicos por dia, relata o senador gaúcho.

O secretário-executivo do ministério de Minas e Energia falou da conveniência de buscar vários investidores e a conquista de indústrias gaúchas para utilização futura do gás. A propósito, o senador Lasier já conversou com o presidente da FIERGS, Gilberto Petry, já avisado para participar da próxima reunião, assim como será convidado o governador Eduardo Leite e seu secretário de Meio Ambiente e Infraestrutura, Arthur Lemos, que também conhece o projeto.

“Se implantando, será o maior investimento dos últimos anos no Rio Grande do Sul, além de abrir espaço para milhares de empregos e atrair novas empresas”, comemora Lasier.

Segundo Reive, na próxima reunião já poderá participar o ministro, Almirante Bento Albiuquerque, que tem realçado a importância da termelétrica e da usina de gás como infraestrutura para o estado. Durante a reunião, foram discutidas as várias possibilidade de importação de gás, podendo ser originário da Argentina, da Bolívia ou do pré-sal brasileiro.

(ASCOM)